A nutricionista

Nunca me esqueço o dia que fiquei sabendo sobre a existência do curso de Nutrição nas universidades. Eu tinha um pouco mais de 12 anos e fiquei fascinada quando me contaram tudo que uma nutricionista poderia fazer e em todas as áreas que poderia atuar. Ali estava a certeza do que seria. Talvez por ter tido uma infância gordinha, esse assunto era muito presente em mim.

Emagreci aos 13 anos com a ajuda do meu avô, um querido endocrinologista de Porto Alegre, que sempre me mostrou as verdades da nutrição, sem que elas estivessem escondidas em remédios ou tratamentos milagrosos. Aprendi a comer direito, emagreci e adorei a minha vitória. Tive uma adolescência bem mais leve e feliz no que diz respeito a auto estima.

Os anos se passaram e nunca mudei de idéia. Ao contrário, cada dia crescia meu interesse pela nutrição e pela alimentação equilibrada.

Fiz a faculdade, estagiei muito e depois de formada estudei e trabalhei  fora do país. Na volta ao Brasil, em 2002,  me estabeleci em São Paulo. Sabia que teria muito trabalho por aqui, não só pela cidade oferecer um mercado profissonal enorme mas, principalmente, pelo desafio: tentar solucionar a vida alimentar corrida, regada a lanches rápidos e calóricos desta grande metópole.

Nesses 9 anos atuei como personal diet, indo nas casas das pessoas, atendendo familias inteiras, sempre ligando a dieta à gastronomia saudável. Porque de que adianta um papel com o que se deve ou não comer, se você não tem idéia de como preparar? Receitas rápidas e práticas são tão importantes quanto os cálculos calóricos.

Participei de matérias em muitas revistas e jornais, fui e vou a vários programas de televisão e de 2006 a 2010 apresentei o Cozinha Brasil, exibido pelo Canal Futura.

Recentemente participei do “Perdas e ganhos”, exibido pelo GNT nas terças feiras, as 22h

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